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 Novos critérios para o diagnóstico

 O que é IRM?

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Diagnóstico

Como se diagnostica a EM?

O diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM) é difícil, e não existe um exame clínico ou laboratorial definitivo para a doença. Os sintomas variam muito de paciente para paciente e os mesmos sintomas podem ocorrer como conseqüência de outras doenças. Um diagnóstico bem sucedido somente pode ser feito após terem sido reunidas, selecionadas, verificadas e interpretadas diferentes evidências.

É necessário, então, realizar um cuidadoso estudo e verificação do histórico médico do paciente e dos sintomas de apresentação, acrescentados por descobertas decorrentes de exames clínicos e pelos resultados de exames de imagem como a imagem por ressonância magnética (IRM), para avaliar a extensão do dano físico ao sistema nervoso central (SNC). A análise do líquido cefalorradiquiano (LCR) e a verificação da condutibilidade nas vias dos nervos visuais e auditivos também podem ser utilizadas para servir de apoio ao diagnóstico, mas não existe um único e específico exame de laboratório capaz de comprovar que uma pessoa tenha ou não EM.

Ocasionalmente, a EM pode se iniciar de forma dramática, com uma paralisia ou perda de visão, mas essa é uma grande exceção à regra. Quando isso acontece, uma consulta ao médico é geralmente feita com uma relativa urgência, e o diagnóstico se torna mais fácil. É mais comum, porém, que a EM comece com um ou alguns sintomas mais suaves, que podem ser intermitentes. Na maioria das vezes, por exemplo, os pacientes inicialmente se apresentam com problemas de visão, dificuldades de equilíbrio e perturbações sensoriais ou motoras. Em casos como, esses o diagnóstico pode se transformar em um processo longo e meticuloso, e a condição pode não ser identificada até que tenham ocorrido vários outros sintomas/surtos. Isso pode levar meses ou até mesmo anos.

A recorrência é a “marca registrada” da EM

A “marca registrada” que facilita o diagnóstico da EM é a recorrência ou exacerbação, definido como "a ocorrência não provocada e imprevista de um novo sintoma ou a repetição de um sintoma antigo, com duração por um período superior a 24 horas".   A duração e o curso de uma recorrência ou exacerbação é um dos poucos aspectos da doença que se pode considerar relativamente consistente e previsível.   Tipicamente, uma recorrência se desenvolve em questão de dias, permanece constante por 3 a 4 semanas e finalmente vai desaparecendo vagarosamente durante um período de aproximadamente um mês. 

Dessa forma, em resumo, um diagnóstico cuidadoso da EM se baseia em parâmetros tanto clínicos quanto paraclínicos. Entre os parâmetros clínicos se encontram o histórico médico do paciente e os sintomas que se tornam aparentes em decorrência de um exame físico. Os parâmetros paraclínicos abrangem as informações disponibilizadas por técnicas de imagem como a imagem por ressonância magnética(IRM), a análise do líquido cefalorradiquiano e os exames dos potenciais evocados auditivos e visuais. Um resumo desses diversos parâmetros e de seus objetivos clínicos é apresentado na tabela abaixo.

Procedimento Diagnóstico            Objetivos Clínicos            
Exame neurológico            Para detectar anormalidades tanto motoras como sensoriais nas vias dos nervos, e para verificar alterações nos movimentos dos olhos, na coordenação dos membros, equilíbrio, sensações, fala e reflexos.
Imagem por Ressonância Magnética  (IRM) (visualização das lesõesda IM).        Para confirmar a existência de tecido cicatricial (placas) ou de novas lesões inflamatórias no cérebro e na medula espinhal, e determinar sua localização, grau de desenvolvimento e importância.   A confirmação do diagnóstico da EM e a determinação de outras possíveis causas exigem a interpretação especializada dos exames da IRM.
Testes de potenciais evocados (Teste elétrico das vias dos nervos)     Para ajudar a confirmar se a EM afetou as vias dos nervos visuais, auditivos ou sensoriais, medindo-se o tempo que os impulsos nervosos dos olhos, ouvidos ou pele levam para chegar ao cérebro.
Análise do líquido cefalorradiquiano       Para ajudar a identificar anormalidades imunológicas típicas da EM, tais como níveis altos de Imunoglobulina G (IgG), que podem indicar a destruição da mielina ou detectar outras doenças.
Exames de sangue            Para ajudar a identificar outras possíveis causas para os sintomas.

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