A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença debilitante do sistema nervoso central (SNC) que afeta primariamente jovens adultos, entre 20 e 40 anos de idade, e leva um declínio progressivo da função neurológica. As placas de desmielinização e inflamação no cérebro e/ou na medula espinhal resultam em sintomas como diminuição da capacidade de visão, disfunções da bexiga e intestinal, problemas de mobilidade (devido à espasticidade e a ataxia) e fadiga extrema.
A EM afeta pessoas em todo o mundo, embora exista uma prevalência maior nas áreas localizadas com uma distância maior do Equador. A teoria mais popular atual sugere que a EM pode se desenvolver em indivíduos que possuem predisposição genética à doença seguindo uma reação a um agente ambiental desconhecido1. Como em outras condições auto-imunes, as mulheres apresentam um risco duas vezes maior de desenvolver a doença quando comparado aos homens.
Normalmente, pacientes não tratados com formas recorrentes de EM apresentam um ou dois surtos distintos (recorrências) por ano, durante os quais diversos sintomas podem aparecer ou piorar, seguidos por um período de recuperação. À medida que a doença progride, a capacidade de recuperação após cada recorrência diminui, e ocorre um acumulo de incapacidade.
Leia nesta seção as informações para ajudá-lo a entender a prevalência da EM da doença, o impacto sobre o sistema nervoso e imunológico, os sintomas da EM, bem como o diagnóstico.
1. Andersen et al., 1993; Sotgiu et al., 2004
2. Duquette